67 anos e uma população dez vezes maior que em 1948! Segundo o último censo, nossa população nacional atinge hoje 8.345.000 habitantes, quase tanto quanto a de New York com seus 8.347.000 habitantes.
E não apenas o número de lares aumenta de forma considerável (em média 43.000 novos lares por ano), mas a diferença com o número de habitações disponíveis é cada vez mais acentuada, embora em 2014, as construções novas tenham aumentado. É assim que há muitos anos, devemos enfrentar uma escassez recorrente de habitações. Note-se que em 2013, já se contava uma falta de 115.000 habitações em relação à demanda interna (2.526.000 lares para 2.411.000 habitações existentes).
Sem falar da localização dessas habitações, da demanda internacional por não-residentes ou dos investidores locais multiproprietários... É verdade que culturalmente em Israel, somos proprietários. É 'A' prioridade, logo após o casamento, mas também é, há muito tempo, o meio de assegurar seu plano de aposentadoria pessoal seguro. Um estudo divertido e surpreendente, publicado recentemente pelo Ministério das Finanças, indica até mesmo alguns recordes entre os multiproprietários.
Um deles seria, de fato, dono de quarenta e seis propriedades! Quatro possuiriam de vinte e nove a quarenta e trezentos, mais de dez imóveis cada um. Finalmente, cinco mil e quatrocentos israelenses teriam em seu ativo, cinco apartamentos cada um! E é exatamente este dado que motiva hoje nossos governantes a revisar para cima o imposto de aquisição. Segundo o novo projeto de lei, apresentado pelo Ministro das Finanças, Moshé Kahlon, e validado pela Knesset em 22 de junho último, os investidores que comprarem um imóvel até 4.800.000 shekels deverão desembolsar 8% de imposto de aquisição, ao invés de 5 a 7% atualmente. Acima de 4.800.000 shekels, este imposto será de 10%, ou seja, muito superior ao cálculo atual. Mas esta lei mudaria realmente os dados divulgados na última pesquisa do The Economist, colocando Israel em 3ª posição após o Brasil e Hong Kong para o aumento do preço dos imóveis? No Brasil, desde 2008, os preços dos imóveis conheceram um aumento fenomenal de 200%, em Hong Kong, este aumento é de 119% e em Israel, atinge tranquilamente os 87% no mesmo período...
Preços finalmente mais que desconcertantes para um comprador francês recém-chegado na selva local do mercado imobiliário israelense, pois se em Jerusalém o preço por metro quadrado atinge os 4.800 euros (20.239 shekels) para prestações muito médias, é ainda assim mais de duas vezes o preço por metro quadrado em Marseille (2313 euros/m2), e em qualquer caso, bem mais que em Nice (3.756 euros/m2), Lyon (3.190 euros/m2), Toulouse (2.749 euros/m2) ou Strasbourg (2.555 euros/m2), e isso, mesmo se permanecemos ainda abaixo dos preços parisienses (7.795euros/m2). Em conclusão, o mercado imobiliário em Israel permanece um dos melhores investimentos do mundo, já que o aumento dos preços sempre se manteve, mesmo durante a última crise mundial do mercado imobiliário.
Déborah Hosatte
Fontes: The Marker, Israeli Central Bureau of Statistics, Yedioth Aharonot, Ministério das Finanças Israelense, Estudos Goldman Sachs, Haaretz, INSEE, Ministério da Integração, Câmara dos Notários, The Economist. Yad.