Cada vez mais famílias judaicas ao redor do mundo fazem as malas e tomam o caminho de Israel. Se o aumento das tensões e do antissemitismo desempenha um papel, é sobretudo o sentimento de pertencimento e de conexão à Terra de Israel que impulsiona esse retorno. Desde os eventos de 7 de outubro, uma pergunta ecoa em muitos lares judaicos:não é hora de voltar para casa?
Na França, os incidentes antissemitas saltaram quase 1.000% em um ano. No Reino Unido, as agressões contra sinagogas, escolas ou particulares mais que dobraram. Nos Estados Unidos, mais de 10.000 casos foram registrados no mesmo período. Esses números traduzem uma realidade dolorosa: para muitos, a vida na diáspora torna-se cada vez mais incerta.
Mas esta onda de aliyah não se resume a uma fuga. É também uma escolha consciente, uma aspiração profunda. Israel não é mais percebido apenas como um refúgio, mas como um verdadeiro lar. Um país onde as crianças podem aprender hebraico com orgulho, usar a kipá sem medo, e crescer em um ambiente que compartilha seus valores e sua história.
A cada mês, aviões pousam em Tel Aviv com a bordo novos imigrantes vindos da França, dos Estados Unidos, do Canadá, do Brasil e de outros lugares. Jovens profissionais, famílias, aposentados — todos chegam com uma mistura de emoção, esperança e às vezes apreensão. Os desafios de integração existem: o idioma, a cultura, o trabalho. Mas o calor humano, a solidariedade e a ajuda mútua tornam essa transição mais suave.
Diante do aumento do ódio no exterior, a sociedade israelense se mobiliza. As associações de ajuda à integração, as municipalidades e os cidadãos participam deste impulso de acolhimento. Ninguém pergunta: "Por que vocês vieram?" — mas sim: "Como podemos ajudá-los a se sentirem em casa?"
Talvez estejamos presenciando uma nova página da história judaica: uma aliyah motivada não apenas pelo medo, mas por uma convicção profunda. Israel não é apenas uma terra prometida — é uma identidade viva, um lar para todos aqueles que desejam viver seu judaísmo livremente e sem compromissos.
Facilitando os procedimentos, melhorando as infraestruturas e acompanhando cada novo chegado com benevolência, Israel pode transformar essa onda de aliyah em uma formidável oportunidade. Cada família que retorna contribui para fortalecer a sociedade israelense — e, mais amplamente, o povo judeu como um todo.